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E quando os rins não funcionam?

byDra. Natasha inNefrologia posted8 outubro, 2017
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E quando os rins não funcionam?
Quais doenças podem afetar os rins?

Inúmeras doenças podem afetar os rins, incluindo patologias comuns como hipertensão arterial e diabetes, que muitas vezes por não serem diagnosticadas ou tratadas corretamente podem levar a falência renal. Além disso, cálculos renais, infecções complicadas, doença renal policística e uso de medicações anti-inflamatórias podem prejudicar o funcionamento dos rins.

Quais as funções dos rins?

Os rins (geralmente temos dois) são os filtros do corpo. Através da artéria renal o sangue é levado para o rim e aproximadamente 1.2 litros/minuto de sangue são filtrados de forma contínua, as toxinas são eliminadas pela urina enquanto o restante do sangue “limpo” retorna para o coração. Eles também são os responsáveis pelo ajuste do balanço de líquidos no corpo e por produzir hormônios que nos protegem de anemia e enfraquecimento dos ossos.

O que acontece quando os rins não funcionam?

                Os pacientes com doença renal leve e moderada não terão sintomas, estes ocorrendo somente na doença renal mais avançada. Por isso a importância de fazer testes de avaliação dos rins – como creatinina no sangue e exame de urina – para triagem da doença renal em fases iniciais, em que, com cuidados específicos será possível estabilizar e algumas vezes reverter a doença dos rins.

Quando os rins já perderam em geral mais de 60% da sua capacidade de filtração é possível que algumas funções estejam prejudicadas. Quanto maior a redução da filtração mais grave são os sintomas, entre eles:

  1. Acúmulo de toxinas no sangue: a principal toxina que pode ser dosada no sangue é a uréia, que quando atinge níveis muito elevados pode causar perda de apetite, náuseas, vômitos, alteração do sono e confusão mental. Para redução do acúmulo de toxinas será calculada a ingestão diária ideal de proteínas conforme seu peso. Dietas com redução do consumo de proteínas são protetoras para os rins.
  2. Acúmulo de potássio: normalmente ocorre quando a função renal esta bastante prejudicada. Seu acúmulo é potencial gerador de fraqueza muscular, arritmias e inclusive parada cardíaca Dieta com restrição de alimentos ricos em potássio além de preparos que retirem este elemento dos alimentos poderão ser indicados pelo seu médico nefrologista.
  3. Acúmulo de ácidos: em fases mais avançadas ocorre um desequilíbrio entre a produção de ácidos e eliminação pelos rins, o que além de gerar sintomas pode piorar o acúmulo de potássio. A reposição do bicarbonato de sódio via oral pode ser indicada para melhorar este equilíbrio.
  4. Falta do hormônio eritropoetina: responsável por estimular a produção de glóbulos vermelhos e evitar a anemia, a eritropoietina está em níveis baixos no paciente com doença renal. Conforme avaliação médica atualmente é possível fazer a aplicação deste hormônio sintético por via subcutânea, associado ou não a ferro via oral ou endovenoso.
  5. Falta da vitamina D na forma ativa: o rim é responsável por transformar a vitamina D em sua forma ativa. Assim, com a redução da filtração renal, é necessária a reposição de uma forma especial de vitamina D que não exige conversão pelo rim, disponível em ampolas para aplicação endovenosa ou em comprimidos.
  6. Hipertensão arterial: ela é tanto causa de lesão no rim como consequência. Além de produzir a renina, hormônio responsável por elevar a pressão arterial, os rins regulam e excreção e absorção de sódio e líquidos no organismo. Algumas classes de medicações anti-hipertensivas serão escolhidas por reduzirem a velocidade de progressão da doença renal.
  7. Sobrecarga de líquidos: surgimento de quadros como inchaço nas pernas, sobrecarga de líquido nos pulmões e redução do volume de urina podem ocorrer em fases avançadas da doença renal e algumas vezes ser controladas através de medicações conhecidas como diuréticos. A escolha do diurético ideal será feita pelo seu nefrologista.

Seu nefrologista também vai orientar cuidados com medicações que podem prejudicar os rins como anti-inflamatórios, evitar exames que necessitem de contraste endovenoso e ter atenção com quadros que levem a desidratação.

E quando eles perdem essas funções, existe algum tratamento?

Como citado acima, conforme o grau de alteração da função renal seu nefrologista fará avaliação das possíveis complicações e decidirá o tratamento adequado, isto é conhecido como tratamento conservador. É importante salientar que a doença renal crônica é progressiva e não tem cura, porém com o tratamento conservador é possível estabilizar ou retardar sua progressão

Quando não existe possibilidade de controle dos sintomas com medicamentos e dieta será iniciado o preparo para diálise ou transplante renal, em geral quando os rins têm funcionamento inferior a 20ml/min.

Texto _ Dra. Natasha Silva Constancio

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